quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Bom ano novo!

È o que a equipe do MOVA deseja a todos os amantes da arte no Brasil. Este blog ainda haverá muitos artigos e novidades para 2012. Agradecemos aos que ainda não comentaram, mas que irão comentar os textos deste espaço.

Na próxima quarta artigo com os destaques de 2011 e as expectativas para 2012.

Até 2012, o ano do fim do mundo!!!!!!!!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Isso, isso, isso, isso



Todas essas imagens expressam a grandeza que o fenômeno Chaves é no Brasil. Original do México o seriado que surgiu na década de 1970 no país não deve ser tão amado e culturalmente influenciado como ocorre em terras brasileiras.

Chaves é exibido no Brasil desde 1984 quando era apenas mais um seriado dentro do programa do Bozo. Cresceu, evoluiu e junto com Chapolin foi conquistando cada vez mais espaço e público. Virou um curinga para o SBT em seus momentos de crise na programação: “È só colocar o Chaves que está tudo resolvido”, diz os fãs mais engraçadinhos.

O elenco do Chaves quando vem ao Brasil é recebido com festa. O exemplo disso foi a recente visita de Edgar Vivar, o Senhor Barriga . O comediante ficou extremamente emocionado com a boa receptividade dos brasileiros. Sua participação no programa do Ratinho rendeu bons índices para a atração.

Muitos possuem verdadeira adoração pela trajetória do comediante Ramón Valdez, o Seu Madruga. Ele morreu de câncer no pulmão em 1988 e junto como Kiko (o meu favorito) é o personagem mais querido do seriado. O jeito do personagem de Ramon encarar a vida e a falta de vontade de arranjar um emprego estimula jovens a usarem camisetas com suas celebres frases. Alias, Seu Madruga é um personagem, assim como todos do Chaves, mas principalmente ele a ser analisado sem a idéia de que o seriado é feito apenas para entreter, pois isso não é verdade.

Chaves nós passa ensinamentos profundos como os de valorizar uma boa amizade, cultivar bons sentimentos, entre outras façanhas. Faz-nos rir de coisas tolas e óbvias. A burrice de Chaves, Seu Madruga e Kiko é demasiadamente exagerada e nos faz rir demais. O absurdo contido em cada dialogo é a graça deste seriado. Afinal: “Prefiro morrer do que perder a vida, França é a capital de Paris e as crianças agem como verdadeiros poliglotas”.

Mudando de assunto: Parabéns Telenovela pelo seus 60 anos!

Hoje é dia extremamente especial, é claro que o MOVA não poderia deixar de lembrar os 60 anos da telenovela no Brasil. Ela começou devagar e hoje é para a televisão fundamental para o crescimento artístico e comercial da cada emissora. Dentro da minha formação e conhecimento como telespectadora, o MOVA acrescenta abaixo as novelas mais importantes destes 60 anos. A lista foi feita por Nilson Xavier, escritor e doutor em teledramaturgia. Estreou seu blog na UOL essa semana e hoje organizou esta listagem, porém não mencionou as novelas da década de 1990 em diante, por isso o MOVA vai finalizar o serviço!

Lista do Nilson

2-5499 Ocupado (Excelsior, 1963): primeira novela diária, já em videoteipe.

O Direito de Nascer (Tupi, 1965): apesar do texto importado, essa produção brasileira foi a primeira a causar comoção popular.

Redenção (Excelsior, 1966/1968): a mais longa novela brasileira: 596 capítulos, praticamente 2 anos no ar. Primeira cidade cenográfica construída especialmente para uma novela. Reproduzia a fictícia cidade de Redenção e foi construída em São Bernardo do Campo onde hoje funciona o Museu da TV, inaugurado recentemente.

Antônio Maria (Tupi, 1968/1969): o maior sucesso do autor-diretor Geraldo Vietri, foi uma das primeiras a se libertar do ranço dos melodramas importados.

Beto Rockfeller (Tupi, 1968/1969): primeira novela a abolir definitivamente a linguagem dos melodramas latinos e a incorporar a realidade brasileira, modelo que passou a ser seguido a partir de então por todas as emissoras.

Irmãos Coragem (Globo, 1970/1971): primeiro grande sucesso da Globo.

Selva de Pedra (Globo, 1972): famosa pelo registro dos 100% de audiência na cidade do Rio de Janeiro durante a exibição do capítulo 152, em 04/10/1972.

O Bem Amado (Globo, 1973): primeira novela brasileira em cores, sucesso de crítica e público.

Mulheres de Areia (Tupi, 1973/1974): de Ivani Ribeiro, seu maior sucesso popular.

Pecado Capital (Globo, 1975/1976): considerada pela crítica especializada a melhor novela de Janete Clair.

Escrava Isaura (Globo, 1976/1977): a mais famosa novela brasileira no exterior por ter sido uma das mais vendidas.

Dancin´ Days (Globo, 1978): o primeiro sucesso de Gilberto Braga no horário nobre. Ditou moda e espalhou discotecas pelo Brasil na época.

Guerra dos Sexos (Globo, 1983): criou um novo padrão para o horário das sete da Globo e foi uma das bases para a inovação do humor na TV brasileira na época.

Roque Santeiro (Globo, 1985/1986): um dos maiores êxitos da TV brasileira, sucesso de público, crítica e faturamento.

Vale Tudo (Globo, 1988): perfeita combinação entre folhetim e crítica social ao Brasil do final dos anos 80.

Que Rei Sou Eu? (Globo, 1989): microcosmo do Brasil retratado num fictício reino medieval.

Tieta (Globo, 1989/1990): sucesso arrebatador de Aguinaldo Silva.

Pantanal (Manchete, 1990): sucesso de Benedito Ruy Barbosa que quebrou a hegemonia da Globo.

Lista MOVA de 1990 até 2011

Barriga de Aluguel (Globo, 1990): a novela das seis mais longa da história. A primeira em colocar em pauta assuntos polêmicos relacionados a maternidade.

Vamp (Globo, 1991): não é a primeira novela a abordar o público jovem, Top Model e a A Gata Comeu são alguns exemplos, porém foi a mais querida perante o público e pioneira ao falar sobre vampiros.

Mulheres de Areia (Globo, 1993): primeiro remake Ivani Ribeiro de grande sucesso no país, inaugurando de vez a tendência que já existia , superando até o original de 1973 também bem sucedido, apagando o “fracasso” da nova versão de Selva de Pedra em 1986 de Janete Clair. Com isso novos e bons remekes surgiram com a também muito bem sucedida A Viagem (Globo, 1994) e O Profeta (2006/2007), mesmo a última sendo totalmente modificada no decorrer da história.

Éramos Seis (SBT, 1994): segunda novela após Pantanal a balançar a audiência da Rede Globo, mesmo não sendo da forma como a trama de Benedito Ruy Barbosa, Éramos Seis marcou uma época de ouro para a teledramaturgia da emissora de Silvio Santos.

A Próxima Vitima (Globo, 1995): primeira novela totalmente dedica ao folhetim policial. Silvio de Abreu inovou o “ Quem Matou”, se consagrando como um dos melhores autores de novelas do Brasil.

Explode Coração (Globo, 1995): primeira novela a ser gravada no famoso estúdio da Globo, o Projac, a fabrica das telenovelas. Foi pioneira ao mostrar dramas reais de mães com filhos desaparecidos, a discutir sobre a realidade da recém chegada internet, e de mostrar a vida de outra cultura, a cigana.

Laços de Família (Globo, 2000): novela pioneira em lançar campanha de doação de medula óssea devido à doença da personagem Camila.

Pícara Sonhadora (SBT, 2001): primeira novela adaptada do México para o Brasil inaugurando uma fase de adaptações de novelas mexicanas com textos brasileiros.

O Clone (Globo, 2001): misturou romance proibido com outra cultura, dessa vez a mulçumana, contou histórias de temas reais como o consumo de drogas. E ainda bateu recorde de audiência tanto na exibição original como em sua reprise este ano.

Senhora do Destino (Globo, 2004): além de ter imortalizado uma grande vilã, Nazaré Tedesco, Aguinaldo Silva com esta novela conseguiu ser a maior audiência da década.

Escrava Isaura (Record, 2004): a nova adaptação do livro de Bernardo Guimarães colocaria a Record em outro patamar na história da teledramaturgia.

Prova de Amor (Record, 2005): novela de grande sucesso que inaugurou a era de novelas com muitas cenas de ação e inovou ao decidir destinos de alguns personagens de forma interativa.

Vidas Opostas (Record, 2006/2007): sucesso de público e critica, foi pioneira em ter sua primeira heroína como moradora de uma favela. Retratou a violência dos morros, a polícia corrupta, ou seja, retratou o Rio de forma completamente oposta a outras novelas.

A Favorita (Globo, 2008): inovou ao não revelar quem era a vilã ou protagonista entre duas personagens: Flora ou Donatela. No fim era Flora, uma das maiores vilãs da história da teledramaturgia.

Cordel Encantado ( Globo, 2011): novela pioneira ao misturar literatura de cordel, conto de fadas, ação, sertão e romance.

Fina Estampa (Globo, 2011): pioneira ao se assumir como uma novela totalmente focada na linguagem da classe C.

Um feliz natal a todos e até a próxima semana!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Nem é tão ruim assim, mas está longe de ser o melhor

Empresários sedentos por dinheiro e fama enxergam no público jovem grandes possibilidades de lucro. Através disso lançam nas artes pseudos artistas ricos apenas em beleza e carisma. Há todo um esquema para transformá-los em grandes fenômenos. Desde músicas grudentas até a farsa da virgindade.

No cinema a saga Crepúsculo pode ser considerada o maior fenômeno entre os jovens. Alias, não só entre os jovens, mais entre os mais velhos também e esse é o seu grande diferencial. A história como todos estão carecas de saber gira em torno da humana apaixonada pelo vampiro, mas que também desperta a paixão de um lobisomem.

Tudo começou com os livros da autora Stephenie Meyer. Todos muito açucarados tendo alguns momentos de aventura. Alguém muito esperto decidiu transformar esta saga em filmes ao estilo do que a garotada gostaria de assistir. Escolheram atores mais belos do que talentosos para protagonizar os filmes da saga, pois a intenção não era um Oscar mais um recorde comercial de bilheteria.

Decidiram ainda que cada parte da saga teria um diretor diferente. E claro, como já era de se esperar não seriam totalmente fiel ao livro. O primeiro filme recebeu criticas severas em todos os sentidos, porém o resultado comercial foi alcançado. Fãs enlouquecidas, não só adolescentes, não só meninas... Seu sucesso atraia todos os tipos de público. Até quem não gosta, assistiu ao longa somente para entender a euforia das pessoas em relação a Crepúsculo ( este é o meu caso).

Robert Pattinson (o vampiro Edward), Kristen Stewart (a humana Bela) e Taylor Lautner (o lobo Jacob) se tornaram os novos queridinhos da America. Realmente, os meninos são lindos, porém precisam amadurecer muito como atores. Já Kristen é um pouco mais talentosa, pois consegue convencer em uma personagem pateticamente chata.

Mais dois filmes após o primeiro seriam lançados: Lua Nova e Eclipse. O público continuava eufórico a crítica só detonava. A fama dos três protagonistas, enquanto isso apenas aumentava. Em novembro foi lançado a primeira parte da última saga: Amanhecer. E a história volta a se repetir...

Em reportagem publicada na edição passada da revista Veja, ouve a acusação de que os atores fazem pouco caso do filme, pois nada nele convence e nem a mudança de diretor ajuda ( neste último o diretor foi o mesmo que dirigiu o bem sucedido e vencedor do Oscar Chicago). Os outros críticos não concordaram com a atitude da autora em escrever uma história em defesa dos bons costumes, da consumação do ato sexual somente após o casamento, da tolice desta história de amor, blá, blá, blá....

Vamos aos fatos: Crepúsculo não é tão ruim, pois se fosse nem mesmo tantos adultos o assistiriam. A história é romântica e tem os seus fundamentos. Uma menina comum (e chatinha) se apaixona pelo príncipe encantado. Lindo e sedutor ele é a mescla perfeita de beleza e mistério. Nos contos de fadas as histórias são assim também. A princesa romântica e seu príncipe perfeito que juntos vivem felizes para sempre...

Mas este é um conto de fadas moderno. Um conto de fadas que tira as bruxas e inclui vampiros e lobisomens. Uma história moderna onde a princesa além do seu príncipe é cortejada por outro belo rapaz. Comparado a outros filmes e series de vampiros, Crepúsculo fica bem abaixo, pois não há tanto sangue e força na história como em longas incluindo Drácula e Entrevista com Vampiro. Porém, apesar de ter um toque de terror, a saga não é um filme de terror e muito menos um filme de aventura como Harry Potter.

A intenção era fisgar as adolescentes românticas, por isso escolheram atores como já afirmado belos e jovens, porém não necessariamente talentosos. Esse foi o grande apelo comercial do longa. O fato de ter conquistado tanto público se deve sim a intenção da autora em resgatar um amor mais puro sem a promiscuidade a que estamos tão sujeitos.

Os primeiros filmes (principalmente o primeiro) não foram bem tecnicamente. Porém, a cada saga as melhoras era visíveis. O último pode ser considerado o melhor. A história é mais centrada, o drama pertinente, o público torce para que a situação complicada de Bela seja resolvida. O amor dela e Edward é posto totalmente a prova e até Jacob encontra o finalmente o seu lugar.

O que a critica não entende é o fato da saga não ser destinada ao público a fim de ver sangue e mordidas violentas. Crepúsculo é uma celebração moderna, porém com toques de perfeição exagerada (Edward irrita por sua tamanha perfeição) ao amor. E sinceramente há filmes bem piores, portanto as críticas ao longa são injustas. O fenômeno em torno da saga também é exagerado, pois apesar de bom não é o suficiente para entrar na história.

Por falar nisso


Já pensou? A saga Crepúsculo assim como este grande seriado causa muitas brincadeiras, por isso na próxima semana o blog abordará mais um fenômeno: Chaves.

Até a próxima semana!