quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O poder das novelas mexicanas


Quarta feira, feriado, portanto um aviso. Quando houver feriado na quarta, o blog sempre será atualizado no dia seguinte, ou seja, na quinta. Vamos ao assunto de hoje.

O sucesso da “vigésima” reprise de Marimar coloca novamente as novelas mexicanas em um patamar elevado no Brasil. De certa a forma a teledramaturgia brasileira sempre foi influenciada pela latina. Os dramalhões da cubana Glória Magdan no início da década 1960 que o digam... Várias tramas mexicanas já foram adaptadas pelas emissoras brasileiras. Durante um tempo o SBT alcançou êxito quando no começo da década passada fez parceria com a Televisa (A Rede Globo do México) adaptando textos deles para o nacional. Uma dessas adaptações, Pícara Sonhadora, sucesso em 2001 está sendo reprisada no SBT atualmente.

A Record seguiu pelo mesmo caminho. Adaptou A Feia Mais Bela (adaptação mexicana da novela colombiana Beth a Feia que no Brasil virou, Bela, a Feia) e agora no ar a versão nacional da novelinha teen Rebelde (sem o s da versão original). Na realidade essas novas versões modificam um pouco a história original, tentando transportá-las para a nossa realidade, porém mantendo a essência dramática. Essência essa que as novelas mexicanas pouco mudaram ao longo dos anos.
Ao contrário do que acontece com as novelas brasileiras, pois de décadas em décadas há algumas transformações no gênero.

A relação do Brasil com os famosos dramalhões se consolidou graças ao Sílvio Santos que desde o começo do SBT sempre investiu nestas tramas. Mesmo quando na metade da década de 1990 a emissora do dono do baú iniciou uma bela investida em tramas nacionais como "Éramos Seis" e "As Pupilas do Senhor Reitor”. Porém, as tramas mexicanas continuavam a bater cartão na grade da programação do canal

Muita gente detesta novelas mexicanas afirmando o quanto são dramáticas, fugindo da nossa realidade. Mas temos que entender que o drama de suas produções faz parte da cultura deles em fazer teledramaturgia. É importante conhecer outros tipos de folhetins produzidos em outros países (porém, sem deixar de produzir os nossos) .

Existem sem dúvida boas tramas mexicanas, mesmo com todo dramalhão. Novelas que tiveram sucesso em audiência elevando a carreira de alguns astros latinos no Brasil, assim diga Thalia estrela de três grandes sucessos mexicanos, a famosa triologia das Marias.

Abaixo algumas características e receitas para o sucesso da tramas dramáticas.

A estrutura básica
- O gosto de ressaltar as relações familiares, colocando em evidência conflitos entre pais e filhos. Em geral todas as tramas mexicanas têm o famoso segredo do passado onde o mocinho ou a mocinha descobrem que foram adotados, abandonados na porta de algum orfanato, que seu verdadeiro pai ou mãe é o ser que mais detestou e teve problemas durante boa parte do folhetim

Os vilões
- Os vilões mexicanos, ou melhor, as vilãs (essas sim bem interessantes..) são exageradas, ambiciosas e totalmente alucinadas, um verdadeiro fascínio. Sendo que algumas delas como a Soraia da "Maria do Bairro”, vencem de algumas recentes vilãs fajutas de tramas nacionais. Todas as antagonistas mexicanas a princípio são forçadas a se casarem com o mocinho para salvar a situação financeira da família dela. Elas até sente atração pelo futuro marido, mas prefere sua coleção de amantes. Porém, quando a mocinha cruza o seu caminho a vilã usa de artifícios, como a gravidez (geralmente falsa) para segurar o noivo.

Também tem as mães vilãs as quais não aceitam seus filhos se envolvendo com moças de origem humilde. Essa é outra característica das tramas mexicanas, as diferenças sociais, onde os pobres são vistos como pessoas em sua maioria batalhadora e os ricos repleto de defeitos

As mocinhas
- O México produz novelas onde a mulher é vista como o sexo forte encabeçado pela mocinha que começa ingênua, pobre e feinha. Mas termina rica, bonita e bem sucedida. Mas antes sofre horrores, como prisão injusta por exemplo. As mulheres desses folhetins são as mais inteligentes, dona da razão e com uma torcida puxa-saco para não botar defeito , é só lembrar da "A Usurpadora " para ver que a Paulina era a única capaz da salvar a fábrica Bracho da ruína, sendo ela comandada por homens .Sem contar que o lado maternal delas é muito forte digno de muitos sacrifícios .

Os galãs
- Já os mocinhos são repletos de fraquezas. No começo são mulherengos e irresponsáveis. Com o tempo ficam a se rastejar pelo amor da mocinha se arrependendo de seus erros passados. Os homens mexicanos nas novelas nunca têm a razão, pelo menos de acordo com o que acontece no folhetim
Outros detalhes...

- A fé em Nossa Senhora da Guadalupe utilizada pelos personagens do bem e o exagero nos figurinos, maquiagens e situações que geram um exagero de grito e choro. Além disso, há algumas cenas mal feitas com continuidade pior ainda (e ainda criticam os erros de continuidade das nossas tramas..). O último capitulo sempre é previsível sem nenhuma grande surpresa.

Os dubladores
- Parte do sucesso de qualquer produção estrangeira veiculada nas emissoras do Brasil são os dubladores que interpretam com qualidade e talento inquestionável. Às vezes nós até pensamos que eles são os atores das novelas de fato. Quando ouvimos a voz original sentimos bem a diferença. Por falar nisso, mas mudando de assunto, essa receita também é válida para o Chaves. Quando o Kiko, por exemplo, é dublado por outra pessoa estranhamos muito. Há uma identificação grande com quem faz a voz do personagem especifico. Por isso, é bacana que o na abertura do seriado, os dubladores estejam sendo creditados.


Mesmo com os defeitos, as novelas mexicanas têm o seu valor e merecem certo respeito principalmente pelo poder que exercem. Por isso, mesmo que passada em várias ocasiões, Marimar é garantia de sucesso e boa audiência. Maria do Bairro irá voltar em seguida. Teremos de volta os bons gritos de Soraia, a maior vilã de todos os tempos da tramas mexicanas. E logo (querem apostar quanto?), A Usurpadora voltará para a grade. Só para efeito de comparação, A Usurpadora e Mulheres de Areia, em reprise no Vale a Pena Ver de Novo tem muitas semelhanças, não só pelo fato de contarem histórias de gêmeas, uma boa, muito boa, outra má, muito má. Mas sim pelo fato das gêmeas más Raquel (Glória Pires em Mulheres de Areia) e Paola (Gabriela Spanic em A Usurpadora) serem estilosas, traírem o marido bobão, adorarem a cor vermelha, dirigem em alta velocidade e morrem no final em um acidente de carro! Muita semelhança que nos faz pensar (e essa sobre as vilãs não são as únicas): Alguém se inspirou em alguém. Como Mulheres de Areia é de 1973 (a primeira versão), então podemos supor que a autora de A Usurpadora inspiro-se na trama de Ivani Ribeiro. Afinal não TV não existe coincidências..

Até a próxima semana!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O presente de grego do BBB


Ele existe desde 2002, ou seja, há dez anos. Mobiliza o público a acompanhar a vida de um grupo de pessoas “anônimas” em busca de um prêmio em dinheiro. Testa o comportamento de cada um, os seus limites e crenças. Podemos fazer uma bela análise humana, além de nos ver refletidos na personalidade de cada um. Olhando por esta ótica o Big Brother Brasil é um reality interessante.

Mas as questões comercias impedem o BBB de priorizar apenas as relações humanas dentro do programa. Há dez anos no ar vimos poucos participantes de perfis diferenciados no decorrer da atração. O fortão, a mulher sensual, a ninfeta inocente, o pobre, o cowboy, o galã, a barraqueira, por vezes alguns idosos, gente “esquisita” (como a Analice, a recém eliminada). Não há muita variação. Porém, a edição é tão caprichada, a dinâmica do jogo é tão interessante que mesmo sendo pessoas de perfis idênticos de um BBB para outro o comportamento sempre muda, por isso essa é uma das razões para muitos ainda assistirem.

Os que odeiam alegam que o programa é fútil, só mostra gente vulgar e sem conteúdo. Em partes é verdade, há muita gente ruim na maioria das edições, principalmente as mulheres. Para elas o mais importante é se exibir ao máximo para conseguirem pousar como veio ao mundo em alguma revista masculina (de preferência para a Playboy) até mesmo para chamar a atenção de algum diretor, ou produtor para que seus quinze minutos de fama se estenda como ocorreu com outras exs-bbbs.

Durante o programa torcer por algum participante querendo assim a sua vitória na atração é normal, mas parte dos telespectadores brasileiros quando o reality termina começa a querer ver seus ''queridinhos'' ,desfilando,fotografando,cantando, atuando ou apresentando qualquer tipo de programa televisivo. Eles acabam se tornando mais ídolos do que os próprios e verdadeiros artistas, por isso parte do meio artístico não suporta ex-BBB e com razão

A idéia do Big Brother é muito interessante. Colocar pessoas diferentes em personalidade e aspecto físico dentro de uma casa confortável repleta de certas regalias em busca do prêmio de um milhão e meio de reais. Mas este programa, fonte de entretenimento para muitos brasileiros, infelizmente tem em sua verdadeira intenção promover corpos sarados e mentes vazias.

Porém, no meu caso, acabo assistindo a atração porque mesmo a maioria dos participantes sendo ruins, salvando-se poucos, ainda sim é um bom laboratório do comportamento humano. Mas seria muito legal ver seres realmente necessitados de dinheiro neste reality, homens e mulheres que tenham preocupações mais sérias do que simplesmente a fama, sendo que a audiência poderia corresponder melhor do que atualmente, mesmo parte do brasileiro tendo certo apreço pela má qualidade e baixaria. Precisamos também ver que o BBB é apenas um programa de televisão e não uma agência de futuros "artistas”, namoradinhos do Brasil e símbolo sexual. Mas do jeito que as coisas vão indo tudo isso ainda está bem longe de acontecer.

Realmente o comportamento de muitos participantes decepcionam e declinam e imagem do programa perante parte do público. Exemplo disso é a manifestação em prol ao suposto estupro ocorrido na primeira festa do BBB12. O participante (agora ex participante) Daniel foi acusado pelo público que viu no pay per view e na internet, ele fazendo caricias sensuais na participante Monique enquanto ela supostamente estava dormindo. A manifestação para o rapaz ser expulso foi grande. Artistas como Débora Seco e Preta Gil pediram a eliminação do rapaz. Nas redes sociais não se falava em outra coisa.

No último domingo Monique foi chamada ao confessionário. Ela negou qualquer tipo de abuso, mas ficou bastante confusa com a conversa e ainda tentou esclarecer a situação com Daniel. Boninho chegou a declarar que não iria expulsar o moço, pois o mesmo estaria sendo vítima de racismo.

Acontece que na edição de domingo a situação envolvendo o casal foi tratada como se fosse apenas um caso de amor. Isso gerou ainda mais revolta. Pressionada a Globo teve que expulsar Daniel. Na hora de falar sobre isso na segunda (16), Bial não deu maiores explicações. Mais revolta, pois na terça (17) o apresentador explicou mais, ou menos a causa da eliminação do rapaz.

Isso prova como o Big Brother mexe e mobiliza o público, mesmo a audiência não sendo tão alta como antes. Por ser um programa de comportamento, todos acabam se atraindo por este tipo de observação humana. Qualquer coisa gera discussões.

Monique não é nenhum exemplo de mulher. È uma jovem de 23 anos que foi intitulada pela própria direção do programa como Maria Chuteira. Possui um comportamento não muito adequado, assim como a maioria das mulheres participantes desta atração. A produção também erra ao estimular em busca de conflitos o excesso de álcool nas festas. Ambos, Daniel e a moça beberam demais. E quando se bebe demais besteiras podem ocorrer. A Globo entendeu desta forma, mas o público conservador como anda ultimamente não entendeu assim e condenaram o rapaz. E não adianta falar que foi por racismo, pois não foi. Piorou quando a polícia entrou na história indo até o Projac investigar o caso.

Se realmente houve esse ato, é melhor Daniel mudar até de país. Um dos crimes menos perdoáveis no mundo é o estupro, mesmo que de uma bêbada periguete. Não interessa, se ela não estava consciente e ele sim, e o rapaz decidiu fazer o que fez, merece ser processado e condenando.

Mas na realidade não tem como saber o que aconteceu. No fim a Globo fez bem em eliminar Daniel, pois no primeiro paredão que fosse seria massacrado pelo público em termos de votos. E talvez a imagem do programa estivesse mais arranhada do que já está. Porém, a eliminação dele prova o quanto estamos chatos, moralistas e intolerantes ao julgar os fatos. Pena que é assim só com os brothers e não com os políticos.

E sobram piadas sobre o fato no facebook kkkkkkkkk

Até a próxima semana!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Como foi 2011 – Parte 2


Estamos indo para a terceira semana de janeiro e o MOVA ainda insistindo com estes textos de retrospectiva? Na verdade como no post anterior, isso é mais uma análise do que ocorreu no ano passado do que uma retrospectiva propriamente dita. Vamos abordar os acontecimentos musicais que ocorreram em 2011. Mas, antes duas considerações sobre o texto da semana passada. Primeiro, a novela Passione que também começou em 2010, mas terminou em 2011 não foi mencionada. A trama de Sílvio de Abreu sofreu com críticas, porém temos que ressaltar a boa tentativa do autor em fazer uma novela diferente mesmo com histórias já contadas.

Segundo, podemos destacar a personagem Clara, papel incrivelmente bem desempenhado por Mariana Ximenes. Personagem que passou por várias escalas de transformações nem sempre apoiada pelo público. Em determinado momento muitos acreditaram na transformação da personagem de vilã para mocinha. Porém, público foi enganado. Assim como ocorreu a vinte anos em O Dono do Mundo, onde o vilão Felipe Barreto, interpretado por Antonio Fagundes de vilão ficou bonzinho, mas na realidade estava enganando a todos. Creio que Sílvio de Abreu deu um golpe de mestre, pena que o telespectador não compreendeu, assim como não aceitou tão bem o fato de Claro ter matado Saulo em cena antológica para a teledramaturgia.

Voltando para o assunto do texto de hoje... No mundo musical, a música brasileira realmente pegou gosto pelo tal sertanejo universitário. Com letras bem semelhantes com as do atual pop americano, falando sempre de festa, bebedeira, mulheres e DJ, o povo brasileiro tem curtido muito este estilo. O maior representante desta fase é o paranaense Michel Teló. Com o hit Ai Se eu Te Pego (!!!), o jovem de trinta anos alcançou grande fama e repercussão. Além dele, outras duplas sertanejas tem se destacado por este tipo de som.

No Brasil sempre tivemos fases onde reina grupos, ou cantores que lançam determinadas músicas ditas como pegajosa. Por um tempo, cantamos, curtimos e depois a esquecemos até não vir outra. Foi assim como muitas músicas do Latino, È o Tchan, entre outros “talentos” musicais. Com este estilo sertanejo mais sem conteúdo da historia a tendência seria ocorrer o mesmo, porém Michel Teló com Ai Se eu Te Pego tem alcançado fama internacional. Tudo começou com o jogador Cristiano Ronaldo que ao comemorar um gol dançou a coreografia (maravilhosa, diga-se de passagem..) da música. Pronto! Bastou isso e o hit virou mania e para 2012 o rapaz planeja até carreira nos EUA. O vídeo de Ai Se Te Pego já um é o mais visto em muitos países.

O Brasil em 2011 principalmente está em uma fase muito boa, pois está sendo cada vez mais reconhecido fora do país. A questão que o estilo de Michel Teló não é o ideal para representar o povo brasileiro em um momento onde estamos crescendo tanto. A composição de Ai Se Te Pego é muito ruim, mas se comparado a alguns hits de Rihanna está tudo nivelado. Lá fora, a música está dominada por artistas ruins, que se acham excêntricos. Cantores, alguns bons, mas dominados por produtores gananciosos. Artistas estes que imitam outros cantores, bons de verdade de décadas atrás. A ousadia da própria Rihanna que comercialmente foi um dos nomes musicais em 2011 nunca surpreendeu, pois não há verdade alguma no que ela faz, além de não ser uma grande cantora. È uma apenas uma menina bonita que parece gostar muito de sexo, só isso, nada mais.

Voltando a falar de Teló, o Brasil tão acostumado com estereótipos em relação a sermos o país do carnaval poderia muito bem ter tido a sorte com um representante mais interessante para fazer sucesso fora do país. Mesmo sendo carismático, com voz agradável, seu sucesso internacional já está indo longe demais. Bastava apenas o fenômeno que sua música é no Brasil e já estava muito bom. Só esperamos que os coleguinhas do mesmo estilo de Teló não comecem a fazer sucesso fora das fronteiras brasileiras... Enquanto isso os outros estilos musicais ficam meio que esquecidos no meio desta onda de sertanejo universitário. Vamos ver se em 2012 isso muda, pois se não vamos acreditar que o mundo acaba mesmo este ano.

Fora do Brasil podemos respirar mais aliviados, mesmo com a quantidade de artistas bem produzidos, mas sem qualidade e verdade, ainda temos algumas salvações. Uma delas infelizmente morreu. Amy Winehouse abriu portas para um novo velho estilo de fazer musica. Seu jeito melancólico e independente. Não era linda e produzidinha como Beyoncé, por exemplo, mas era intensa no que fazia. Abriu portas para a incrível Adele, grande nome da música mundial. Com seu álbum 21 consegui grandes feitos, lançar músicas tão incríveis como a de sua colega falecida. Além disso, é considerada fora dos padrões estéticos americano. A loirinha é gorda sim, porém é muito mais bonita que muita cantora magrela. E tem personalidade de sobra para reinar na musica e não acabar mal, como Amy.

Outra que foge dos padrões, mas tem inteligência comercial digna de uma Madonna (talvez essa seja a razão, pela qual muitos duvidem de sua qualidade artística) é Lady Gaga, a melhor artista pop americana atualmente. A única que nos passa algum de interessante e ousado. Ótima banda Foo Fighters voltou com força total, assim como Red Hot Chili Peppers. Desde 2006 sem lançar um disco novo, Red Hot como novo guitarrista que cumpre a nada fácil tarefa de substituir John Frusciante, lançou o melhor álbum desde Californication.

Ainda tivemos a volta do Rock in Rio para o Brasil depois de dez anos (ou seria Pop in Rio, ou melhor, Axé in Rio kkkkkk). Onde teve vaias para: Cláudia Leite. Não vamos falar sobre ela? Na realidade a bela se destacou mais pelos micos (Miss Universo, por exemplo, quem lembra?) protagonizados em 2011 do que pela música, e como este não é um blog de celebridades.... Mas musicalmente falando, a moça precisa se encontrar já que tem apoio por parte de setores da mídia, é jovem e bonita. Forçou a barra em 2011, quem sabe não se encontra em 2012. O seu novo DVD, inclusive rendeu um bom artigo na revista Rolling Stones.

Até a próxima semana!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Como foi 2011 – Parte 1


Lá vem 2012 o ano do fim do mundo!!!

O ano de 2011 passou rápido e já é passado, e por falar nele ao contrário da maioria das retrospectivas, a do MOVA esperou até o último momento de 2011 para avaliar de fato como foi o ano passado. Na realidade aqui não haverá uma retrospectiva e sim um balanço dos melhores destaques na música e da televisão. Hoje falo sobre televisão e na próxima semana sobre música em 2011.

A única emissora que cresceu no ano anterior em termos de número foi o SBT. Já Record e Globo perderam mais audiência. Por falar nisso, a Rede Globo tem perdido público ano a ano, mas isso não é culpa da emissora, mas sim do crescimento das mídias concorrentes como TV á cabo e a internet.

Em relação às novelas a Globo viveu um bom momento principalmente com Cordel Encantado, a favorita da crítica especializada. De fato a trama foi inovadora como há muito não víamos. Houve sim uma reformulação na linguagem em um folhetim que misturava contos de fadas com literatura de cordel. Foi boa do começo ao fim. Porém, mesmo com os grandes méritos nada tira o brilho de sua substituta, A Vida da Gente.

Uma novela com um enredo semelhante às tramas de Manoel Carlos. Protagonistas jovens e bem afiados, uma autora jovem e bem intencionada. Uma novela emocionante, simples e encantadora que dialoga com todas as classes. Mesmo com o ritmo mais lento, A Vida da Gente possui qualidades que muita novela mais ágil não tem.

No horário nobre a Rede Globo voltou a sorrir com Fina Estampa, trama popular na maneira de contar a sua história (centrada totalmente na classe C) do que as recentes, densas e rejeitadas tramas das 9. O Pereirão, Crô, Teresa Cristina, entre outros personagens entraram de vez na boca do povo. Porém, mesmo sendo um sucesso a novela de Aguinaldo Silva, Insensato Coração apesar de ter desfilado incoerências no seu último capítulo e criticas por parte do público e alguns setores da imprensa especializada, foi uma novela incrível. Começou bem, mas depois ficou arrastada demais, porém no meio para o fim conseguiu se superar recuperando o fôlego, tornando-se uma das melhores novelas da dupla Gilberto Braga e Ricardo Linhares.

Mesmo nos momentos ruins, Insensato Coração mostrava ter potencial, pois a maioria dos personagens eram bem feitos e escrito. Quem viu pela primeira vez Natalie Lamour, interpretada por Déborah Seco imaginou que seria uma espécie de Darlene, outra personagem de sucesso da novela Celebridade também de Gilberto e Linhares. Mas sua trajetória aliado ao talento e carisma da atriz foi superior a de Darlene. Natalie ficava na linha da vilania com o humor, casou- se com um banqueiro inescrupuloso de forma escusa. Terminou como deputada em franca “homenagem” a forma como Tiririca fora eleito em 2010.

Já Herson Capri consagrou-se com outro grande personagem, o maridão de Natalie, o bancário Horácio Cortez. Ele mesmo admitiu em entrevista que este é o seu melhor papel. Tiago Martins brilhou na pele da homofobico Vinicius. Camila Pitanga com sua Carol fez muitas mulheres se identificarem com seus dramas de mulher moderna. Lázaro Ramos mesmo com as críticas, em sua maioria preconceituosa foi bem como o insuportável André. E que trajetória ele teve! E Raul, personagem de Antonio Fagundes, justo e honesto, um papel a altura de um grande ator.

Algumas cenas com certeza forma históricas. O acidente de Clarisse (Ana Beatriz Nogueira), a morte de Léo (Gabriel Braga Nunes), entre outras. Mesmo com o excesso de mortes, Insensato fez a sua parte.

Agora errou em não colocar de vez Norma e Léo como protagonistas do folhetim. Marina (Paola Oliveira) e Pedro (Eriberto Leão), colocados como protagonistas não tinham uma história forte suficiente para isso. Norma teve uma atuação brilhante de Glória Pires. Ela começou Ruth e mais adiante virou Raquel. Foi humilhada por um cara que sempre se achou inferior ao irmão, sempre se julgou desvalorizado pelo pai, e sempre foi protegido excessivamente pela mãe. Léo um grande vilão, frio e sem coração destruiu vida do coração insensato de Norma. Mas a vingança contra o rapaz.... Excelente! Gabriel Braga Nunes atuou tão bem que ganhou o APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) de melhor ator e vai protagonizar a nova novela das 6.

No horário das 7, Tititi encerrou com brilho, e sem dúvida foi a melhor trama das 7 em 2011,mesmo tendo começado em 2010. Já Morde e Assopra consagrou de vez o talento de Cássia Kiss Magro, sendo ela a melhor atriz do ano anterior. Dulce foi bem escrita e mesmo com a insatisfação do público teve um final justo. Além disso, a Globo acertou muito com releitura de O Astro inaugurando um novo horário para a teledramaturgia. Acertou com a série Tapas e Beijos e Força Tarefa. Consegui êxito com programas bem populares como Esquenta e Amor e Sexo. A Rede Globo ainda fez bonito em finalmente reprisar O Clone, a melhor novela de Glória Peres e ao passar novamente no Vale a Pena Ver de Novo, Mulheres de Areia.

Já o SBT continua bem com sua programação infantil, com o Programa Silvio Santos, com reprises de novelas mexicanas, com o Chaves, filmes e seriados. Mas brilhou ao passar novelas “rejeitadas” pela audiência na primeira exibição que agora estão fazendo o maior sucesso. Amigas e Rivais, Maria Esperança, Cristal e Uma Rosa Com Amor são a prova disso. Já Amor e Revolução, mesmo com as críticas, teve uma boa intenção. Ditadura nunca foi tema de uma novela inteira, apenas na minissérie Anos Rebeldes. A trama de Tiago Santiago começou bem (mesmo com o texto um pouco didático), mas a reação negativa foi tão grande que as mudanças deixaram a novela perdida. Porém, mesmo perdida há como se enxergar potencial em algumas histórias. O beijo entre duas mulheres, no caso as personagens Marina (Gisele Tigre) e Marcela (Luciana Vendramini) teve coerência mesmo com o exagero em torno do ato. Mesmo assim foi um grande passo para a história da teledramaturgia. Amor e Revolução tem defeitos e qualidades como qualquer novela de qualquer emissora com ou sem grandes estruturas, claro que a produção do SBT precisa voltar a ser tão boa quanto foi nos tempos de Éramos Seis, mas mesmo assim a novela de Tiago Santiago consegue ser melhor que muitas novelas fracassadas que já foram exibidas. E lembre-se: bom ibope não quer dizer bom folhetim.

A Record sofreu com as grave instabilidade da emissora em termos de horário e organização de seus programas. Mas tem condições de se reerguer, pois há nela ainda bons profissionais, ou segue o conselho do Boni kkkkkk. Chega de piadas, por falar nisso, as outras emissoras continuaram na mesma, só a Band que sofreu com os processos e polêmicas do “criminoso” Rafinha Bastos que foi afastado do CQC. Já Danilo Gentili provou ser grande não só no tamanho, mas no talento no bom Agora é Tarde. Ah! Vamos falar da emissora que mais cresce no Brasil, a Rede TV que continua sofrendo com os micos de certa primeira dama...

Para 2012: Bem Vindo Fim do Mundo

No ano do fim do mundo vamos as apostas apocalípticas na teledramaturgia, pois no resto a programação só ganha forma a partir de abril.

A novela das 11 Gabriela: Adaptada por Walcyr Carrasco o clássico de Jorge Amado ganhará uma nova versão para a TV. Depois de 1975 chegou a vez de 2012 conhecer Gabriela interpreta dessa vez por Juliana Paes. Sua escolha foi polêmica, e apesar de ter artistas mais jovens com o perfil de Gabriela como Mariana Rios, a escolha foi justa. Juliana é um símbolo de sensualidade, amadureceu como atriz, tem carisma e vai se sair bem. Sem contar que não está velha como muitos afirmam. Desde quando 33 anos é estar velha?

A nova novela da Record, Máscaras de Lauro César Muniz: Foi muito bem em Poder Paralelo, é um grande novelista, tem história na TV. A Record mesmo tendo perdido ótimos atores para a Globo ainda tem no seu casting muita gente de talento. Essa trama inclusive pode incomodar a concorrência.

As próximas reprises mexicanas do SBT: Muitas delas já passaram mais de uma vez, porém o SBT sempre resgata as mesmices mais amadas do Brasil. Que venha Maria do Bairro e A Usurpadora!

A nova versão de Carrossel: Clássico da década de 1990 vamos ver se supera a original, ou se iguala, se não for tão boa quanto, pode ser boa o suficiente para assistir.

Avenida Brasil: A segunda novela no horário nobre do sempre elogiado João Emanuel Carneiro tem grandes chances de ser tão inovadora quanto foi A Favorita.

Até a próxima semana!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Bom ano novo!

È o que a equipe do MOVA deseja a todos os amantes da arte no Brasil. Este blog ainda haverá muitos artigos e novidades para 2012. Agradecemos aos que ainda não comentaram, mas que irão comentar os textos deste espaço.

Na próxima quarta artigo com os destaques de 2011 e as expectativas para 2012.

Até 2012, o ano do fim do mundo!!!!!!!!